A privatização da Valorsul pode e tem de ser revertida!
Como é do conhecimento público, o Governo anunciou recentemente a conclusão do processo de privatização do Grupo EGF, responsável pela gestão de grande parte dos resíduos sólidos urbanos produzidos no país.
A Valorsul, empresa pública do grupo EGF, sedeada em São João da Talha, procede ao tratamento e eliminação dos resíduos sólidos urbanos produzidos no concelho de Loures, servindo outros 18 municípios.
A ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures, os trabalhadores da VALORUSL, a Câmara Municipal de Loures, os sindicatos do sector e outras organizações, que se têm oposto à privatização da EGF/Valorsul, desenvolveram inúmeras diligências, a par dos restantes municípios servidos pela Valorsul, visando chamar o governo à razão e provando que o interesse público impunha a anulação do processo de privatização.
A Valorsul detém uma elevada competência tecnológica, com experiência de muitos anos a garantir, de forma ambientalmente segura, o destino final dos resíduos de 1,6 milhões de habitantes, gerindo um sistema integrado que promove a valorização e a reciclagem.
A Valorsul é uma empresa pública que desde a sua criação apresenta lucros, ano após ano.
Nem estes argumentos factuais, nem a luta comum dos autarcas, provenientes das diferentes forças políticas, nem o desrespeito pelos compromissos do Estado com os munícipes de Loures, foram suficientes para infletir a posição do Governo, acantonado numa visão de servilismo aos interesses dos grandes grupos económicos, desejoso de a estes entregar aquilo que as populações pagaram.
Mas todos aqueles que se opõem à privatização da EGF/Valorsul, não podem e não vão baixar os braços.
À delapidação do património público somam-se as preocupações ambientais e laborais. A proposta do vencedor da privatização, SUMA/Mota Engil, prevê:
- O não cumprimento das metas de reciclagem aprovadas pelo próprio Governo por via do PERSU 2020;
- O desinvestimento na manutenção e no controlo ambiental das unidades de tratamento, particularmente inaceitável no caso da incineradora da Valorsul;
- A construção de uma 4ª linha de queima na Valorsul e a fusão desta com a Amarsul;
- A redução de postos de trabalho;
Assim as organizações promotoras, nesta fase decisiva da luta contra a privatização da EGF/Valorsul, apelam à convergência e união de esforços da população de Loures e de outros municípios, das associações suas congéneres, dos sindicatos, dos autarcas, do movimento associativo, das forças políticas que se opõem a esta privatização, para a constituição duma Plataforma Cívica que eleve, intensifique e diversifique acções contra esta monstruosidade, contra este ataque aos direitos das populações e dos trabalhadores, participando e apoiando, desde já, uma proposta de Concentração e Protesto pela reversão da privatização, a ter lugar no próximo dia 8 de Julho, pelas 18h30, no Largo da Sociedade 1º Agosto, em S. Iria de Azóia.
CONTAMOS COM TODOS OS QUE NÃO DESISTEM!
Associações promotoras:
– ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures;
– Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sacavém;
– Associação das Colectividades do Concelho de Loures;
– Sociedade 1º Agosto Santa Iriense;
– STAL – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local;
– Comissão de Trabalhadores da Valorsul;
– SITE – SUL – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadores, Energia e Actividades do Ambiente do Sul.
